Mercedes Viegas, museóloga, iniciou suas atividades nas artes como assistente do crítico de arte Frederico Morais, na Galeria Banerj.
 Em 1988 abriu seu escritório de arte, e como consultora ofereceu aos seus clientes serviços e informações referentes ao mercado de arte moderna e contemporânea. Realizou exposições de artistas contemporâneos no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Curitiba.

 A galeria Mercedes Viegas Arte Contemporânea iniciou suas atividades em 2000, numa pequena casa na Gávea, bairro onde hoje funcionam outras quatro importantes galerias do Rio de Janeiro.

 Nesse período inicial, realizava, em geral, quatro exposições por ano, mostrando obras de artistas jovens e emergentes, hoje nomes em evidência. Em 2001 bastante significativa foi a exposição que reuniu quatro artistas jovens: Ana Linnemann, Fernanda Gomes, Marcos Chaves e Raul Mourão. Além disso, apresentava anualmente a exposição de um artista consagrado, com obras inéditas, como foi o caso de "Antônio Dias, múltiplos", em 2002, acompanhada de catálogo, com texto crítico de Luiz Camillo Osório, atual curador do MAM/RJ. Essa exposição foi um marco e deu maior visibilidade à galeria.

 No final de 2003, a galeria ampliou seu espaço, em nova casa no mesmo bairro. Nessa ocasião, inaugurou a bela mostra de desenhos de Ivan Serpa, datados de 1964, reproduzidos no catálogo que teve texto crítico de Fernando Cocchiarale. Aumentou seu elenco de oito para 15 artistas e passou a realizar oito exposições por ano, sendo seis individuais e duas coletivas. A partir de então, começou a integrar o circuito de galerias contemporâneas do Rio de Janeiro, com as portas abertas ao público e programação divulgada nos jornais e revistas da cidade.

 A convite do crítico de arte português, Antônio Pinto Ribeiro, a galeria participou, em 2004, da 4ª edição da feira Arte Lisboa 04. No ano seguinte, esteve na SP-arte 05, e desde então vem marcando bem-sucedida presença nesse evento, que hoje recebe 120 galerias internacionais.


 De 2005 a 2010, a galeria integrou o grupo de galerias cariocas que deu início ao movimento artístico denominado Arquivo Geral – uma grande mostra com trabalhos de artistas selecionados por renomados curadores e acontece simultaneamente às Bienais de São Paulo. Entre os curadores do Arquivo Geral estão Paulo Venâncio, Fernando Cocchiarale e Paulo Reis.

 Participou como convidada da feira de arte Arco, Madri, em 2008, quando o Brasil foi o país homenageado. Logo a seguir, em 2009, integrou com muito êxito o evento Pinta New York. Depois, em 2011, esteve presente na primeira feira internacional de arte do Rio de Janeiro, ArtRio, realizada nos armazéns do Cais do Porto do Rio de Janeiro, com sucesso absoluto. E vem, desde então, participando das edições seguintes que acontece, sempre, no mês de setembro.

 Hoje, a galeria representa 20 artistas, mantendo o foco nos jovens e emergentes e apresenta anualmente 12 exposições, sendo 10 individuais e duas coletivas. A série de coletivas, iniciada há 10 anos, tem sempre a curadoria da galerista Mercedes Viegas, reúne em torno de trinta nomes, entre os artistas representados, os convidados e algumas obras do acervo. Cada exposição, individual ou coletiva, conta com um texto crítico e divulgação; no encerramento há sempre um debate sobre temas da arte contemporânea com a presença do crítico, dos artistas e do público.

 Na trajetória da galeria observa-se que 80% dos artistas emergentes de seu elenco se desenvolvem, ganham força e passam a ser conhecidos em âmbito nacional. A galeria firmou parcerias nacionais com galerias de São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre, com o intuito de promover os artistas representados. Fez também parcerias Internacionais com a galeria Diana Lowenstein, em Miami; Anne de Villepoix, em Paris; Graça Brandão, em Lisboa; Espace L, em Genebra; em Nova York e em Londres.

 Artistas do atual quadro da galeria têm sido convidados para exibir suas obras no exterior. Outros artistas têm obras em importantes coleções nacionais e em algumas coleções internacionais.